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100ª Edição

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Erros de comunicação que viralizam nas redes são as notícias de mais interesse nas 100 edições do Cenas da Semana

Erros de comunicação de porta-vozes e autoridades que viralizaram nas redes foram os mais lidos no Cenas da Semana, nosso coaching de media training quinzenal. O Cenas chega hoje à sua 100ª Edição, levando aos leitores uma análise sobre os fatos de comunicação e as estratégias adotadas por personalidades públicas noticiadas na imprensa.

O campeão de acessos foi o tropeço em entrevista da ex-primeira dama de São Paulo Bia Doria, que provocou saraivada de críticas e memes nas redes sociais. Ela se declarou uma pessoa do povo, mas mostrou não conhecer a cidade que seu marido havia sido eleito para governar. O segundo lugar ficou com a análise sobre o desempenho de Lula no seu encontro com o juiz Sergio Moro. Na audiência na Justiça Federal, o ex-presidente, um dos melhores oradores da história do País, cometeu erros de comunicação na sua principal arma: o discurso. Na sequência, o terceiro lugar foi a coluna que mostrou que a luta contra a reforma da Previdência foi travada nas redes sociais. Os protestos tomaram as ruas de várias capitais em março de 2017, mas o jogo de versões e contraversões ocorreu na esfera virtual das mídias digitais. O quarto lugar do ranking reforçou o crescente e avassalador poder dessas novas mídias, na análise sobre como essas plataformas potencializam movimentos sociais, como o feminista. O exame da estratégia de comunicação do presidente Michel Temer ao ser denunciado pelo ex-PGR Rodrigo Janot ficou em quinto lugar. Em cadeia nacional de TV, o discurso contundente tinha por alvo os parlamentares com poder para ajudá-lo a se livrar da peça acusatória. A gafe de procuradora do trabalho na CCJ do Senado também teve muitos acessos, indicando como descuidos e falta de preparo prévio para participação de eventos públicos podem gerar crises de imagem. Os posts mais lidos do Cenas confirmam o contexto atual do panorama de comunicação: as redes sociais detêm enorme poder de influenciar a opinião pública. Por essa razão, essas plataformas gigantes de construção/destruição de reputações precisam mostrar seu compromisso com a ética e a transparência. Ou correm sério risco de promover autocombustão na sua própria imagem.

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@fatimabot, a robô que lutará contra notícias falsas no Twitter

O nome dela é Fátima e pode se transformar na nova “super herói” feminina das redes sociais digitais, na luta santa contra as notícias falsas que crescem nos períodos eleitorais. Trata-se da @fatimabot, a robô desenvolvida para o Twitter, que está no ar desde 18 de julho. Missão: atuar na campanha eleitoral no combate às fake news. A agência de checagem de notícias Aos Fatos está testando a robô desde junho. Idealizado pelo jornalista Pedro Burgos, fundador do Impacto.Jor, o aplicativo tem o apoio do Google News Lab. Quer saber como funciona? @fatimabot sincroniza um banco de notícias falsas ou distorcidas já checadas pela equipe editorial do Aos Fatos. De posse dos links desse material, a robô mapeia no Twitter a cada 15 minutos posts com links para essas informações falsas ou distorcidas. Quando os encontra, dispara uma resposta para o perfil que compartilhou desinformação, com o link para a informação correta: a checagem de Aos Fatos. A premissa é promissora: todas as pessoas expostas a desinformação também merecem ter acesso a informação verificada. A democracia agradece e torce pela @fatimabot.

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Estudo falso sobre câncer é divulgado como verdadeiro em veículo internacional

Dois jornalistas conseguiram publicar um estudo falso sobre câncer numa revista especializada. Os profissionais, de dois veículos de comunicação alemães, queriam demonstrar que qualquer pessoa pode fazer um dado científico falso se passar por verdadeiro, desde que pague por sua publicação. A ministra alemã de Educação e Pesquisa, Anja Karliczek, elogiou o fato de esse tipo de erro ser revelado. Ela se mostrou favorável a uma investigação para determinar como esse estudo conseguiu ser publicado, “pelo interesse próprio da ciência”. O que impressiona é saber, como publicou o Le Monde, que não só o estudo era fictício, como os dados inventados e o instituto não existia. Tudo falso. Mesmo assim, em dez dias a publicação foi aceita e publicada em 24 de abril no Journal of Integrative Oncology. O estudo afirmava que extrato de própolis é mais eficaz contra o câncer do que as quimioterapias convencionais. Segundo a Folha de S.Paulo, essas publicações são chamadas de predadoras e publicam artigos sem revisão, contanto que se pague.

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