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17ª Edição

Semana 17 – 16 de setembro de 2016

Força-Tarefa da Lava-Jato descumpre política de comunicação e traz a crise de imagem para dentro do MPF

Na coletiva de imprensa da Força-Tarefa da Lava-Jato para a apresentação dadenúncia contra o ex-presidente Lula, os procuradores da República desrespeitaram as normas da Política de Comunicação do Conselho Nacional do Ministério Público. Com esse ato, não somente provocaram um prejuízo à imagem da instituição como protagonizaram um mau exemplo a agentes públicos de outras carreiras profissionais.

Aprovada em agosto pelo CNMP, a política de comunicação do Ministério Público dispõe no seu artigo 6º que “todos os instrumentos de comunicação criados no âmbito da instituição devem ter tratamento institucional, evitando o personalismo”. Foi exatamente o contrário do que se viu na performance transmitida ao vivo na coletiva, tendo à frente o seu coordenador.

A postura do procurador, seja na adoção do tom de voz raivoso, na fileira de adjetivos escolhidos, nas frases de efeito pronunciadas em tom de retórica de palestra e nas pausas estratégicas para criar maior efeito, contraria, em forma e conteúdo, os artigos da política de comunicação institucional.

A conduta dos integrantes da Força-Tarefa mereceu críticas vindas de toda a mídia, num raro consenso entre colunistas de todos os matizes ideológicos. Até mesmo os que são publicamente adversários do PT e de Lula reconheceram que houve exageros dos procuradores.

Com isso, o MPF perdeu o momento claro de entrar para a história mostrando o seu real papel institucional. “A avaliação quase unânime é que Dallagnol se perdeu, encantado com a própria retórica. O que se avalia é que o MPF terá de se dedicar ao esforço defensivo de demonstrar que nada tem contra Lula”, escreveu o colunista Reinaldo Azevedo na Veja. Nas redes sociais, o power-point viralizou em memes, com ironias remetendo a expressões do Direito.

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Presidente da Câmara abandona coletiva no meio e deixa jornalistas perplexos

Depois de se reunir com governadores, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deixa coletiva de imprensa repentinamente após ser instado a falar sobre a cassação do agora ex-colega Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Pegos de surpresa, jornalistas se entreolham sem saber o porquê da retirada súbita.

Além de ser um péssimo exemplo de conduta de porta-voz institucional, ainda dá margens a que surjam interpretações sobre a razão de fuga tão despropositada da imprensa. Porta-vozes em cargos públicos devem estar preparados e conscientes da importância de aproveitar a entrevista como uma oportunidade de passar mensagens claras e objetivas para a sociedade.

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Cunha vira ‘Mr. Trust’ em campanha internacional contra a corrupção

Agora deputado cassado, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha se transformou em “garoto-propaganda” em campanha internacional contra a corrupção. A peça foi lançada em Berlim pela entidade Transparência Internacional para conscientizar a opinião pública mundial sobre os riscos do trust.

Trata-se de mais um legado negativo à imagem do Brasil deixado pelo ex-todo poderoso presidente da Câmara. A campanha termina com um alerta: “Existem muitos Mr. Trust pelo mundo. Ajude a desmascará-los”.

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Governo não é ‘idiota’ de restringir direitos trabalhistas, diz Michel Temer

O tema da reforma trabalhista é sempre polêmico e provoca discussões inflamadas na sociedade e na esfera política. O assunto voltou à pauta e já causa muita dor de cabeça ao Executivo. Horas depois de ter se reunido com sindicalistas, o ministro do Trabalho foi obrigado a recuar e tentou explicar a jornada de 12 horas.

Por ser motivo de polêmica há décadas, o governo deve evitar acirrar ainda mais o debate sobre a reforma trabalhista e escolher com maior cuidado as expressões quando tratar do assunto.  Em temas sensíveis e causadores de discórdia, cada palavra é importante e deve ser escolhida com muita estratégia.

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