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96ª Edição

 

 

Despreparo de autoridades leva a falhas na gestão da crise

A paralisação dos motoristas de caminhão comprova o quanto as instituições tradicionais precisam encontrar novas formas de se antecipar e de gerir crises. O governo fora avisado previamente do risco do movimento. Mesmo assim, não se preparou. Pego desprevenido pelo enorme impacto da paralisação, o governo teve que atender a todas as reivindicações apresentadas pelos representantes das entidades, mas isso não foi suficiente para estancar a greve.

Para piorar o cenário, o governo deu sucessivas mostras de erros de comunicação. Ministros anunciavam medidas que eram seguidas de desmentidos e recuos. Entrevistas coletivas transmitidas ao vivo nos últimos dias foram um show de desvios de boas práticas de comunicação.

Enquanto isso, o presidente Michel Temer tentou dar ar de normalidade ao país. Em plena crise, em um evento de entrega de carros para o conselho tutelar no Rio, além de não tocar no tema, disse em seu discurso: o fato mais importante do dia é estar aqui. Posts em redes sociais pareciam falar de outro país, como um publicado pelo MDB com imagem do presidente que dizia “os tempos de instabilidade, recessão e desequilíbrio econômico ficaram para trás”.

As trapalhadas não ficaram só no Executivo. A Câmara dos Deputados errou em R$ 10 bilhões nos cálculos da renúncia fiscal prevista no projeto que tratou desoneração do PIS/Cofins do diesel. O noticiário enfatizou a discrepância entre os números do Executivo e do Legislativo. Na sexta-feira, 25, sabendo da gravidade da crise, Eunício Oliveira viajou e liberou os senadores para voltarem as suas bases. Pressionado a convocar sessão para a sexta, voltou sozinho para a Brasília, não conseguindo quórum suficiente para decisões.

Em tempos de expansão das redes sociais, a gestão de crise exige de autoridades e instituições maior preparo, timing certo e correta estratégia de comunicação. O impacto na imagem institucional e na credibilidade é muito alto e difícil de reverter. Gestores e agentes públicos precisam de capacitação constante em comunicação para prevenir danos à reputação.

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Greve dos caminhoneiros mostra a força do WhatsApp

A onda de violência no Espírito Santo já deixou um saldo de 121 mortes não há solução à vista para a crise da greve dos policiais militares.  A gravidade da situação e o pânico da população será tema para muitas avaliações, análises e reformas estruturais de gestão pública. Mas já há muitas reflexões à luz das premissas básicas de gestão de crise de imagem.

Um dos quesitos básicos no gerenciamento de crises é que situações de risco não combinam com lentidão. Também deve-se evitar a vitimização e tentativas de manter distância a todo custo de responsabilidades.

O pânico e o medo que assolaram a população capixaba exige de autoridades, sejam estaduais ou federais, o máximo respeito e competência para encontrar uma solução. Foram artigos raros na condução do quadro de caos urbano nas ruas de Vitória.

Tampouco se consegue entender porque não houve planejamento de gestão de crise se a explosão da violência já havia sido detectada pela inteligência do Estado, como afirmou o governador Paulo Hartung em entrevista. Antecipar cenários de risco faz parte de práticas de gestão, para que se possa evitar o colapso que eclodiu na capital capixaba.

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France Press fecha parceria com Facebook para checagem de fatos no Brasil

Parceria entre a agência de notícias France Press e a rede social Facebook possibilitará a checagem da veracidade no conteúdo compartilhado por usuários brasileiros. O serviço terá início neste mês de junho.

O programa tem o objetivo de combater a disseminação de notícias falsas pela rede. “Este projeto do Facebook está em sintonia direta com a missão da AFP e o trabalho que está sendo feito todos os dias por nossa rede de jornalistas para oferecer um serviço de notícias confiável e de alta qualidade”, disse Michèle Léridon, diretora global de notícias da AFP, uma das mais antigas e respeitadas agências de notícias do mundo.

 

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Todas as empresas devem ficar atentas às novas regras de proteção de dados

 

Entrou em vigor esta semana, na União Europeia, o Regulamento Geral sobre Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês). Embora o conjunto de regras que trata da proteção de dados e identidade dos consumidores seja uma regulamentação europeia, vale para praticamente todas as empresas ao redor do mundo, mesmo as que não estão instaladas no Velho Continente.

O regulamento garante proteção de dados aos cidadãos dos países daquela região em relação a todo e qualquer produto ou serviço que cheguem até eles, independente da origem, inclusive as informações online.

Até mesmo na Europa o tema é controverso, já que especialistas dizem que atualmente é impossível manter em segredo informações que trafeguem em nuvem. A melhor saída para quem pretende exportar para a União Europeia é procurar se informar sobre as regras, que são rígidas e dizem respeito à coleta, processamento, compartilhamento e resguardo dos dados pessoais.

 

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