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Cenas da Semana


Semana 69 – 15 de setembro de 2017

Boa gestão de crise na passagem do Irma salvou vidas na Flórida

O furacão Irma que passou destruindo parte do Caribe e do sul dos Estados Unidos, deixou mortos, feridos, desabrigados, inundações e muita tristeza.

Sob o aspecto da comunicação, chamou atenção a gestão de crise bem sucedida por parte do governo da Flórida.

Furacões, tornados e tempestades são comuns naquela parte do mundo. Tanto que, para vários moradores, os alertas do governo soaram inicialmente como exagerados.

Mas o governo trabalhou com prospecção de cenários e acompanhamento rigoroso, segundo a segundo, do fenômeno e do seu avanço pelo Caribe. Quando percebeu que o Irma chegaria na Flórida de forma destruidora, criou o gabinete de crise e atuou imediatamente.

Destacamos as principais lições:

1) Não há gestão de crise eficiente sem a liderança de um gestor experiente, que tenha domínio do assunto, comprometimento com a solução do caso e apoio de seus liderados. O governador Richard Scott puxou para si a responsabilidade. Não terceirizou o problema para a defesa civil, não escalou outros porta-vozes.

Demonstrou firmeza e ousadia ao dizer, enquanto a tempestade passava por Cuba, que a “Flórida nunca viu nada parecido com o furacão Irma”.

Poderia ser um alarmista, deixar a população em pânico. Mas optou por ser firme e transparente. Conseguiu evitar que muitos morressem se tivessem ficado em suas casas.

2) O timing define o sucesso ou o fracasso da crise

Em situação de crise de imagem não pode haver erro no tempo de atuação.  Richard Stott anunciou que ninguém poderia se salvar se decidisse ficar na região no momento em que o furacão atingisse o território. “Vocês têm que partir imediatamente, não em uma hora, não amanhã. Partam agora”.

A mensagem rápida, precisa e repetida inúmeras vezes  pelo governador foi decisiva para que os moradores deixassem o estado, evitando estragos maiores.

É preciso saber agir cirurgicamente. Hoje as crises são acompanhadas globalmente, em tempo real, exigindo precisão, velocidade e estratégias corretas.

3)  Demonstrar preocupação com as pessoas em primeiro lugar

Em qualquer crise, de qualquer natureza, as pessoas vêm em primeiro lugar. Elas devem ser o foco central de atenção. Na Flórida, estado com grande população de idosos, a preocupação do governo com a segurança dessas pessoas, muitas morando sozinhas e com dificuldade de locomoção, foi percebida como um gesto de cuidado e reconhecimento.

4) Usar comunicação simples, assertiva e clara usando os meios corretos

Num único dia, sexta-feira (8/9), o governador fez três coletivas, dando comandos precisos sobre o que cada um fizesse. Usou linguagem clara, sem rodeios, reforçando a força do furação e a necessidade de evacuação do estado.  Ele sabia que a sua população idosa                                                     estava conectada na televisão, principal meio de comunicação. Usou as redes sociais, disponibilizou linhas de atendimento 0800 para tirar dúvidas, montou centros de abrigo para receber as pessoas que não conseguiriam sair do estado, orientou que todos os canais dos órgãos de governo dessem informações alinhadas sobre o que era preciso ser feito.

A boa gestão do governo da Flórida mereceu destaque e elogios em muitas partes do mundo. O Globo ressaltou em editorial que o país poderia aprender com o governador Rick Scott. O jornal disse que fenômenos extremos precisam de planos de contigências bem coordenados, como ocorreu no estado americano. “O Brasil, em especial o Rio de Janeiro, frequentemente açoitado por tempestades de verão, poderiam tirar lições”, afirma o jornal, lembrando que em solo brasileiro “planos de contingência não costumam ser levados a sério”.

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Escândalo no alto escalão de bombeiros do Rio abala imagem da corporação

Os bombeiros são os profissionais mais queridos no país, conforme provam ranking de pesquisas e índices de confiança social. Este ativo de boa imagem pode ser seriamente abalado com a recente operação policial para prender oficiais do alto escalão do Corpo de Bombeiros do Rio. Eles foram acusados de receber propinas para a concessão de alvarás.

Inconformado com a situação que mancha a atuação da corporação, um soldado bombeiro acompanhou a entrevista coletiva sobre o caso com o filho no colo, vestindo o uniforme de bombeirinho. No final da entrevista, não se conteve e gritou em agradecimento ao grupo do Ministério Público que combate o crime organizado: “Bravo, Gaeco, vocês estão salvando a nossa honra”.

Mas a imagem da corporação deverá perder pontos na próxima edição da pesquisa sobre o Índice de confiança social do Ibope. Por sete anos, de 2009 e 2015, os bombeiros figuram entre os favoritos, junto com instituições como a Igreja, Forças Armadas e Escola Pública.
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Facebook reúne ferramentas e informações sobre crises em único local

Quando acontece situações emergenciais de crise como enchentes ou catástrofes naturais, a maioria das pessoas procura informações, fotos e vídeos nas redes sociais. Em razão dessa demanda, o Facebook anunciou um novo espaço dentro da plataforma chamado “Resposta a Crise” para facilitar o acesso a essas informações, incluindo recursos já existentes como Safety Check e o Community Help. Dessa forma o usuário terá acesso matérias, vídeos e fotos da mídia tradicional, como também de internautas que estejam transmitindo conteúdos sobre a crise vigente no momento. Além de poder informar os amigos e familiares quando estiver a salvo em áreas de risco e oferecer ajuda em desastres ou acidentes.

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