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Cenas da Semana


Semana 61 – 21 de julho de 2017

Luxo em casamento de filha de ministro provoca protestos em Curitiba

As cenas de protestos com arremessos de ovos, copos de cerveja e cuspe no casamento da filha do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), são um indício que a sociedade está chegando no limite de paciência e tolerância com tais ostentações de luxo.

A noiva é caçula do clã pepista que está na política há três gerações no Paraná.  A festa do casamento, uma recepção para 1.200 pessoas, foi na Sociedade Garibaldi, um prédio do patrimônio histórico. A estrutura metálica erguida para abrigar os convidados foi alvo de críticas e contribuiu para piorar o clima da manifestação.

Há meses as pesquisas mostram a descrença da sociedade contra representantes do sistema político atual, que é agravada pelos efeitos da crise econômica. A corrupção revelada pela Operação Lava Jato reforça a revolta contra desvios de dinheiro público e aumenta a desconfiança da população na classe politica.

A notícia de que a lista de presentes do casal incluía mimos caros como açucareiro de R$ 400,00 e garrafas térmicas de prata serviu de estimulante para a revolta: “Essa galera não é gentil com o nosso dinheiro. É uma classe de bandidos, corruptos”, afirmou um estudante, militante do PCdoB.

Ao seu lado, outros manifestantes protestavam contra a falta de remédios nos postos de saúde, o fim de direitos trabalhistas e votações tramitadas a golpes, segundo notícia da Folha de S.Paulo.

Não é a primeira vez que casamentos de herdeiras de políticos e empresários se transformam em palco de protestos. Em 2013, em meio a manifestações contra o aumento de R$ 0,20 no transporte público, a pompa da cerimônia da filha do empresário Jacob Barata, o “rei dos ônibus”, foi alvo de revolta popular.

Essas demonstrações de ira como em Curitiba e no Rio, com xingamentos e arremessos de objetos, mostram que o povo está chegando no limite da paciência e da tolerância. Demonstrações de luxo e ostentações são associadas a gastos com dinheiro público. Disseminadas rapidamente nas redes sociais, alimentam tumultos na vida real.

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Cobrança de ingresso para conhecer investigadores da Lava Jato gera crítica

Depois da polêmica em torno das palestras remuneradas, o coordenador da Força-Tarefa da Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, protagoniza nova controvérsia. Ele postou texto anunciando evento que vendia ingressos para quem quisesse conhecer os investigadores. O dinheiro seria doado.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Claudio Lamachia, criticou, lembrando que o uso da Lava Jato e do combate à corrupção para autopromoção contraria os princípios da impessoalidade e da moralidade. “Espera-se que servidores tenham o interesse público como um fim e a discrição como meio de trabalho”. Agentes públicos que não seguem normas de boas práticas prejudicam a reputação institucional.

 

 

CNJ autoriza uso do WhatsApp para intimações judiciais 

Depois de idas e vindas sendo alvo de liminares que suspendiam o seu uso, finalmente o  Conselho Nacional de Justiça decreta o WhatsApp como um aliado do poder judiciário. O CNJ aprovou a utilização do aplicativo para intimações judiciais, sendo facultativo às partes que concordarem com seus termos de uso. Menos burocracia, menos custos e mais rapidez, esses são mais alguns dos efeitos positivos da tecnologia e do uso das redes sociais na contemporaneidade. A adaptabilidade do WhatsApp, além de agilizar procedimentos, também pode auxiliar na comunicação interna de empresas e entidades que souberem utilizar o aplicativo a seu favor.

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